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Entendemos que a escola é o espaço de formação do cidadão já que, através dela, o indivíduo pode dominar os códigos do mundo contemporâneo acumulados pela humanidade. Além disso, é no ambiente escolar que o ser humano pode desenvolver estruturas de pensamento que o tornam sujeito de sua história, possibilitando sua atuação no mundo de forma crítica e reflexiva. O caráter formativo da escola faz dela um lugar privilegiado da constituição de seres autônomos, singulares e ao mesmo tempo cooperativos.

Neste sentido, a escola não funciona apenas como transmissora de informações, mas como promotora da integração entre as experiências dos alunos de modo que eles não só adquiram novos conhecimentos como também possam desenvolver sua capacidade de aprender.

O conceito de conhecimento para o qual convergem as teorias contemporâneas aproxima-se cada vez mais da ideia de que conhecer é construir significados. Aprender implica, necessariamente, o trabalho simbólico de “significar” a parcela da realidade que se conhece, a partir das relações que o sujeito estabelece entre o objeto e suas possibilidades de observação, reflexão e de informações que já possui. Ensinar é, portanto, um processo de construção de novos significados revendo os previamente construídos.

Tais princípios nos convocam a utilizar como metodologia uma pedagogia construtivista e sociointeracionista em que:
o aluno é considerado participante ativo do processo de aprendizagem;
todo saber é considerado provisório, já que o processo cognitivo acontece por reorganização do conhecimento, ou seja, aproximações sucessivas que vão permitindo sua reconstrução;
o professor exerce papel de intermediário entre o aluno e o conhecimento, no sentido de assegurar condições favoráveis para aprender, através de planejamento e encaminhamento de situações de ensino que garantam o desenvolvimento de capacidades essenciais.

Para tanto, utilizamos os conceitos teóricos da Psicologia Genética e da Perspectiva Histórico-Cultural da Educação que possibilitam uma compreensão mais profunda sobre os processos de desenvolvimento humano e da aprendizagem, levando-nos a entender os mecanismos pelos quais as crianças e os jovens constroem suas representações internas sobre o conhecimento, os estágios que passam durante esta construção e as influências dos condicionantes históricos e culturais na estruturação do pensamento e da linguagem.


Princípios

Para que possamos atingir aos objetivos propostos é necessário pensar em aspectos relacionados à prática pedagógica que explicitem condutas norteadoras da intervenção do professor em consonância com a concepção de ensino, de aprendizagem e de aluno adotados pela escola.

Compreendemos a criança e o jovem como:
seres humanos completos, ativos e capazes, sujeitos sociais e históricos inseridos em uma sociedade, em uma cultura, pertencentes a determinadas famílias;
seres influenciados pelo meio, mas, por sua vez, também transformadores deste;
seres que se desenvolvem na e pela interação com seus pares, com adultos e com o ambiente em que vivem;
seres únicos, com necessidades afetivas, cognitivas, sociais, culturais e físicas.

A prática educativa é bastante complexa e são inúmeras as questões que se apresentam no cotidiano, que transcendem ao planejamento didático e à própria proposta curricular. Não há, portanto, um padrão de intervenção do professor. No entanto, há indicações e orientações no sentido de subsidiar a reflexão do profissional sobre sua prática para estabelecer uma coerência com os propostos educativos da instituição.